9 de agosto de 2013

A era dos ‘filmes em quadrinhos’

Há aproximadamente 15 anos – se considerarmos a estreia de Blade em 1998, um dos primeiros grandes sucessos adaptados de quadrinhos – os filmes de super-herois vêm dominando as bilheterias norte-americanas e, consequentemente, pelo mundo afora. O apelo à memória de muitas crianças e, mais ainda, de adultos, tem levado multidões do globo à cada sessão de estreia dos históricos personagens da DC Comics e Marvel - gigantes dos gibis – e de outras grandes companhias.

“Iron Man 3” já ocupa a 5° posição das maiores bilheterias.
Mais do que simplesmente blockbusters, as produções de atualmente cada vez mais mexem com o imaginário dos fãs. Se antes era crucial ser fiel à história impressa nos quadrinhos, hoje roteiros que fogem às origens dos heróis atraem as atenções de fanáticos e até de ‘pouco simpatizantes’ de cada personagem. E a interessante disputa pela liderança do mercado, lideradas por Marvel e DC Comics e seguidos por outras produções, leva fãs ao delírio a cada nova estreia.

Não só uma satisfação pessoal, Hollywood tem visto o ranking de maiores bilheterias ser tomado por máscaras e capas. Hoje, das cinquenta primeiras colocações, dez são produções sobre super-herois ou quadrinhos, movendo bilhões de dólares a cada novo título. The Avengers (Os Vingadores, 2012) é atualmente a terceira maior bilheteria da história, além de um primeiro lugar em bilheteria na semana de estreia nos EUA. Não muito distante, Iron Man 3 (Homem de Ferro 3, 2013), ainda em cartaz, já ocupa a 5° colocação dos maiores.

Embora alguns apontem a fase de superpoderes como perto do fim, os roteiristas do gênero já têm engatilhadas produções que, anos antes de sua estreia, agitam os espectadores do mundo todo. Enquanto a Marvel alinha as estreias das sequencias de Thor e Capitão América para o fim de 2013 e começo de 2014 respectivamente, a rival DC aposta em 300: Rise of an Empire (Ascensão de um Império), continuação do aclamado 300 (2006), baseado nos quadrinhos de Frank Miller. O lançamento está previsto para a mesma época de Capitão América. Fora do eixo principal se destaca RED 2 (adaptado da obra de Warren Ellis e Cully Hamner com o mesmo título) – lançado em 19 de julho nos EUA.


Tão vasto como o universo de DC Comics e Marvel são as opções a ser exploradas pelos diretores e estúdios. Embora difícil de prever, bons resultados financeiros são quase certos no mercado cinematográfico norte-americano quando o assunto é ficção científica aliado à fantasias, máscaras e capas. Aos fãs, só resta esperar por sequências e inúmeros herois ainda desconhecidos das telas, mas que permeiam o imaginário de jovens e mais velhos pelo mundo todo.


Produção: Expressio Motus Produções
Texto: Felipe Martins
Edição: Leticia Duarte
Imagens: Divulgação 

8 de agosto de 2013

DIÁRIO DE PRODUÇÃO – EXPRESSIO MOTUS I

Na essência da missão da Agência Expressio Motus, existe o objetivo de mostrar às pessoas a relação da sociedade, seus problemas, angústias e realizações com base na arte cinematográfica. Além disso, também (tentamos) produzimos materiais embasados em nossas pesquisas de comportamento, sociedade e cinema. Neste semestre, como já havíamos anunciado, realizaremos um curta-metragem com foco comportamental, o qual será descrito em breves relatórios durante os próximos meses.

Vamos descrever passo à passo de nossa produção, já que somos estudantes de jornalismo e precisamos nos mostrar humildes perante nossos desafios, dificuldades, expectativas, alegrias e trabalhos árduos. Este post é o primeiro da série “DIÁRIO DE PRODUÇÃO – EXPRESSIO MOTUS” e nele, vamos contar como desencadeamos a ideia do nosso curta.

Primeiramente, nosso produto trabalhará a sutiliza, ao retratar temas abrangentes e recorrentes na sociedade moderna, principalmente na juventude: falta de identidade, perca de projetos de vida, incertezas e busca por felicidade. Nessa primeira etapa, levantamos o motivo de se fazer este material, para quem ele deve ser feito, qual é a base e inspiração para tal ação e, o principal, porque ele deve existir.

Sérgio Y. vai à América, de Alexandre Vidal Porto - livro inspirador
Um pequeno trecho de nossa história: Inspirado no livro Sérgio Y. vai à América, de Alexandre Vidal Porto, o curta relata a história de Gustavo (Gustavo Marcasse), um jovem de 19 anos que sofre uma crise existencial, ideológica, social e, principalmente, sexual. Sua vida é baseada na infelicidade de suas indecisões, as quais são levadas pela sua rotina maçante do dia-a-dia. Gustavo mostra a realidade da maioria dos jovens de sua idade, abordando temas polêmicos e recorrentes, de maneira sutil e suave.

A história pretende abordar um tema muito recorrente, mas pouco explorado, que denota na vida de muitos jovens, a crise de existência e de indiferença perante escolhas da vida. A importância comportamental deste projeto, pode influenciar alguns jovens à perceberem o sentido de sua existência em meio à sociedade e à si mesmo, além da valorização de seus projetos e de sua vida. 

Em breve, você vai conferir mais sobre como está o andamento da nossa ideia, se os objetivos estão sendo alcançados, se o foco é seguido rigidamente e se estamos dando conta do trabalho.

Acompanhem nosso blog e saibam como ficará nosso curta!

Produção: Expressio Motus Produções
Texto: Rafaela Bez
Edição: Leticia Duarte
Imagem: Divulgação

7 de agosto de 2013

Voltamos com novidades!

Nós da Expressio Motus produções gostaríamos de recebê-los de volta depois desse mês de férias. Estamos com mais conteúdos sobre filmes que podem ter, cada vez mais, algo em comum com o cotidiano de todos. Além de nossas postagens semanais sobre diversos assuntos, também daremos algumas dicas de filmes lendários, que você não pode deixar de assistir.

Neste semestre, partilharemos nosso DIÁRIO DE PRODUÇÃO, sobre um curta que vamos realizar. Toda semana você vai receber posts que falarão como está o andamento de nossa produção, nossos bastidores, nossas angústias, alegrias e realizações. Fique atento, em breve compartilharemos tudo isso com vocês!

Para começar, estivemos analisando alguns filmes e selecionamos alguns para indicarmos à vocês. Segue nossa lista:


Pulp Fiction - Quentin Tarantino 
Volver - Pedro Almodóvar 
L'ospite- Liliana Cavani 
Ran - Akira Kurosawa 
O Garoto da Bicicleta - Jean-Pierre Dardenne 
O Menino do Pijama Listrado - Mark Herman

E a baixo, nossa primeira produção cinematográfica, um pouco amadora, mas que serviu de grande experiência para toda equipe. Curta “LUIZA”.



Produção: Expressio Motus Produções
Texto: Karen Okuyama
Edição: Rafaela Bez
Vídeo: Expressio Motus Produções (Fotografia: Leticia Duarte)

4 de julho de 2013

A vilã que destrói o ser humano retratada no cinema

As pessoas que apresentam doenças relacionadas ao uso e abuso de álcool e outras drogas são denominadas dependentes químicos, a qual é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e demais órgãos competentes como uma doença grave - equiparando-se ao câncer -, sendo que as pessoas que a possuem precisam ser respeitadas como cidadãos que necessitam de tratamento, explica Therezinha Moura, psicóloga pós-graduada em dependência química e que trabalha no centro de reabilitação e tratamento psicológico, Mosteiro Monte Carmelo.


Personagem de 'Paraíso Tropical' usando ecstasy

No cinema, a temática ‘drogas’ pode ser abordada de diversas formas, desde algo divertido como no filme “Paraísos Artificiais” (Marcos Prado, 2012) até algo que denigre a vida do usuário, como em “Basquiat” (Julian Schnabel, 1996). Beto Carminatti, diretor e produtor curitibano acredita que não cair na tentação de esgotar o tema num único filme ou então cair no fascínio da apologia, “contra ou a favor”, do assunto é o principal para se produzir um bom filme com um tema tão abrangente. “Fugir do falso moralismo e buscar entender os efeitos da droga (lícita ou ilícita) do ponto de vista da saúde, individual e coletiva.”

Um filme que mostra os principais efeitos da droga é “Gia – Fama e Destruição” (Michael Cristofer – 1998) que conta a história de uma modelo que se muda para Nova York, se envolve com a cocaína, e, após problemas amorosos começa a usar heroína, por fim, conseguindo se recuperar dos seus vícios, a modelo contrai AIDS. Therezinha explica que a dependência química ocorre em razão de que as drogas psicotrópicas são capazes de alterar o funcionamento mental e funcional da pessoa. Drogas psicotrópicas são aquelas que atuam sobre o nosso cérebro, alterando nossa maneira de sentir, de pensar e de agir, levando ao uso descontrolado. “Essa é a cruel realidade da dependência química, que não se esgota na pessoa em si, mas compromete o seu contexto, sua família, seu trabalho.”


Rosel Zech ganhou o prêmio de melhor atriz no Munich Film Festival
O filme “O Desespero de Veronika Vöss” (Rainer Werner Fassbinder, 1982) mostra um locutor esportivo que após conhecer a atriz Veronika Vöss começa a investigar o passado da antiga estrela da UFA para descobrir as razões que levaram a atriz a se viciar em morfina. Carminatti ressalta que qualquer profissional que use os meios de comunicação é formador de opinião. “Embora eu não tenha nenhuma resposta espetacular ideológica ou definitiva, o recomendável é levar o telespectador à reflexão. Até porque elementos químicos ou não, que façam a destruição de células humanas para sempre, coisa boa não deve ser.”

De acordo com a opinião da psicóloga, existem filmes que deixam uma mensagem subliminar de que o abuso de drogas é algo comum e faz parte da vida, destacando também que há produções que trazem o lado das perdas reais que o dependente químico vive. “Creio que o cinema pode prejudicar aquela pessoa que, por alguma razão já está fragilizada e propensa ao uso de drogas. Da mesma forma, pode ajudar desde que o telespectador tenha alguém ao seu lado para dialogar construtivamente a respeito.”

Outros exemplos de filmes que retratam as drogas são: “Eu, Christiane F – 13 anos, drogada e prostituida” (Ulrich Edel, 1981), “Diário de um Adolescente” (Scoll Kalvert, 1995), “Meu nome não é Johnny” (Mauro Lima, 2008) e “Réquiem para um sonho” (Darren Aronofsky, 2000).



Produção: Expressio Motus Produções 
Texto: Letícia Duarte 
Edição: Rafaela Bez 
Imagens: Divulgação

28 de junho de 2013

Curta “Luiza” – Expressio Motus Produções


Durante o mês de junho, a equipe da Expressio Motus Produções produziu o curta metragem "Luiza", que leva traços do Expressionismo Alemão, movimento da década de 20.

Em nossa produção, procuramos usar algumas características do movimento, como: o uso de sombra e luz, uma história não-linear e cortes secos que remetem ao Expressionismo. Usamos também o preto e branco como traço do movimento.

Diferente da reprodução que fizemos do filme ‘Jackie Brown’ de Quentin Tarantino, durante as gravações do curta percebemos a facilidade que é trabalhar com um roteiro pronto. Nossa maior dificuldade, no entanto, foi em qual seria o enredo do nosso projeto. No fim, escolhemos contar a história de uma jovem durante uma crise de existência que ao poucos vai se lembrando de coisas que aconteceram no seu passado e acaba fundindo presente, passado e futuro, em um roteiro intrigante e não-linear. 

Confira o nosso curta:



15 de junho de 2013

Novo filme de Sofia Coppola tem temática baseada em fatos reais



Filha do aclamado diretor Francis Ford e prima do ator Nicolas Cage, Sofia Coppola tinha tudo para ser apenas conhecida por seus parentes famosos, mas a jovem diretora, de apenas 42 anos, mostrou sua cara, a excelência do seu trabalho e se tornou a primeira americana a ser indicada ao Oscar de melhor direção e a terceira mulher na história a ser indicada a esta premiação.

Com uma filmografia não tão extensa em números, Sofia é uma diretora autora que consegue tratar de temas atemporais em seus filmes, de maneira impactante e delicada, como é o exemplo da sua estreia no cinema, com o filme “The Virgins Suicides” (1999). Outros filmes da diretora são: “Lost in Translation” (2003), “Marie Antoinette” (2006), e “Somewhere” (2010).

A novidade para este ano fica por conta do longa “The Bling Ring”, que estreou dia 12 deste mês na França. Inspirado em fatos reais, o filme conta a história de um grupo de adolescentes obcecados pela fama que usam a internet para rastrear suas celebridades favoritas, como Paris Hilton, Rachel Bilson, Megan Fox, Audrina Patridge, Lindsay Lohan e Orlando Bloom, a fim de entrar em suas casas e roubá-los.

O grupo é composto por Rebecca (a líder, interpretada por Katie Chang), Marc (Israel Broussard), Nicki (Emma Watson), Sam (Taissa Farmiga) e Chloe (Claire Julien).

O filme foi considerado “o melhor filme de Coppola até hoje” segundo a revista inglesa ‘Little White Lies’. Com a participação de celebridades como Paris Hilton e Kirsten Dunst, o filme foi ovacionado em Cannes, um dos maiores festivais de cinema mundial, e muito elogiado pelos críticos. Seja pela fotografia, pelo atmosfera criada em cada personagem ou pela trilha sonora muito bem escolhido, "The Bling Ring" já é um sucesso.

Veja o trailer do filme e aguarde até que ele seja lançado no Brasil (ainda sem data prevista):




Aproveite também e confira o primeiro trabalho de Sofia como diretora de um videoclipe. A música é da banda White Stripes – I Just Don’t Know What To Do With Myself, com a participação da modelo Kate Moss.





Produção: Expressio Motus Produções 
Texto: Harianna Stukio 
Edição: Leticia Duarte 
Imagens: Divulgação

8 de junho de 2013

Ir ao cinema significa...

Em seus primórdios, o cinema foi considerado uma arte elitista e de alto valor cultural, pois pequena parcela da população frequentava assiduamente as salas para comtemplar a arte, já que seu custo era, muitas vezes, elevado, o que fazia com que quase que somente a alta classe pudesse usufruir das belas artes. Muitos admiravam o cinema pela bela criação, pelo bom roteiro e pela excelente fotografia, além de não esquecer, é claro, da inovação e curiosidade que este novo tipo de comunicação trazia consigo.

Com o passar dos anos, o cinema tornou-se mais popular e o acesso mais frequente fez com que as pessoas ficassem mais íntimas da arte, escolhendo, opinando, admirando ou até mesmo criticando o que se passava. Isso fez com que o ato de “ir ao cinema” mudasse seu foco e seus objetivos, como mostra uma pesquisa feita pela Agência Expressio Motus.

Através de uma enquete, entrevistamos seis pessoas frequentadoras assíduas de cinema. Três delas tem entre 40 e 55 anos, as outras três de 18 à 30 anos. Por meio de perguntas diretas, analisamos o que significa para estas pessoas, estar em frente à uma tela cinematográfica, assistir à um filme e qual a principal sensação ao realizar tal ato.

Um dos adultos, o empresário Ari Bonani (44), relata que a experiência de estar assistindo à um filme e prestar atenção em seus detalhes, cores e jogos de edição é o que deixa gratificante apreciar a trama. “Gosto de observar tudo, principalmente em filmes de drama e montagens realistas. As expressões dos atores, os olhares e a maneira com que o diretor deixou aquilo parecer real”, diz e, além disso, ressalva que a melhor maneira que ele conhece para estudar, se informar e aprender, é assistindo à filmes que absorvam conteúdo à sua bagagem. “Preciso saber mais sobre o sistema econômico do Brasil? Assisto à filmes. Muito melhor do que ler uma enciclopédia”. Contrariamente à ele, a arquiteta Alana Zamban destaca que assistir à um filme passa a ser um momento de relaxamento e entretenimento. “Assisto para relaxar, de preferencia algo descontraído e engraçado, nada que me deixe cada vez mais cheia de perguntas na cabeça”, diz.

Os outros entrevistados deram suas contribuições e o resultado constatado foi que os novos jovens estão cada vez mais assistindo à filmes para seu entretenimento, enquanto os adultos (levando em conta que todos tem uma cultura cinematográfica aguçada) assistem para sua interação no mundo social e da informação, também para divertimento, mas em grande maioria, para o aumento de sua bagagem cultural.

O cinema de massa, hoje, está cada vez mais voltado para o entretenimento, modelo esse que a população tem mais acesso, sendo que muitos filmes utilizáveis em salas de aula, estudos e discussões, não fazem parte da coleção da maioria das pessoas. O questionamento lançado é: o que significa ir ao cinema em sua visão? Porque você assiste à filmes?

E, afinal, o cinema passou de uma arte de encanto e busca de informações para um mero momento de descontração? 

Produção: Expressio Motus Produções
Texto: Rafaela Bez
Edição: Leticia Duarte
Imagens: Divulgação